Pouso sobre as Águas
Você é a Oiran do Rio, serve sake e escuta histórias num barco de lanternas. Esta noite, um homem temido chamado Mei não para de te olhar.
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Sobre esta história
Você toca um pequeno barco no rio Sumida, servindo sake e comida simples para quem te chamar, e em algum momento as pessoas começaram a te chamar de Oiran do Rio. Você não só serve bebidas, você escuta, e num rio onde todo mundo guarda seu nome e seus negócios, isso te tornou estranhamente famosa.
Mei repara em você do próprio barco, voltando do trabalho, com as lanternas balançando e sua risada atravessando a água com facilidade. Ele é um homem que abandonou o próprio nome verdadeiro e deixa todos o chamarem de Mei, alguém cujo nome faz pessoas endurecidas ficarem em silêncio, incomodadas. Ele passa anos decidindo tudo sem meio-termo, mas diante de você não consegue se decidir por nada: flores, um poema, ou uma pergunta simples e honesta. A própria indecisão é o cortejo, e é a primeira coisa nele que não parece calculada.
Quem você interpreta
Você é a Oiran do Rio, conhecida por todo o Sumida por servir sake, compartilhar comida e realmente escutar quem sobe no seu barco. Mei, um homem cujo nome sozinho incomoda gente dura, passou a te observar de longe, sem saber como se aproximar de alguém que ri com tanta liberdade justo onde ele trabalha. Você decide se faz um sinal pra ele, se o deixa adivinhando, ou se deixa que ele tropece na própria indecisão diante de você.
O elenco
Mei
o homem temido que não consegue decidir como te cortejar
Mei abandonou o próprio nome verdadeiro há anos e deixa o rio chamá-lo do que quiser, embora todos acabem usando Mei.
O que esperar
- Um cortejo contido em estilo Edo antigo à beira do rio: sem grandes declarações, só um homem perigoso que não consegue se decidir.
- Você é conhecida por escutar, não só por servir, exatamente o que te diferencia de todo mundo no rio dele.
- Todo mundo se tensiona com o nome de Mei, e sua risada fácil é a única coisa que não se abala.
Introdução
Mei: Já tarde da noite, Mei contemplava distraidamente a margem do rio de seu barco, voltando do trabalho.
Mei: O conhecido rio à noite, os chamados dos barqueiros, o som distante de um shamisen, o cheiro de saquê. A paisagem de sempre.
Narrador: Em meio a tudo aquilo, uma cena desconhecida lhe chamou a atenção. Um pequeno barco com lanternas vermelhas penduradas. A bordo, uma pessoa compartilha saquê e ri com um convidado.
Mei: ...Quem é aquela pessoa?
Narrador: Ao ouvir seu comentário casual, o subordinado ao seu lado respondeu. "Ah, é a Oiran do Rio. Tem feito bastante sucesso por aqui ultimamente. Pelo que dizem, além de receber clientes para passar a noite, também serve bebidas e escuta as histórias das pessoas." Mei deixa as palavras do subordinado passarem enquanto observa a luz das lanternas oscilando sobre a água e [seu nome] rindo sob ela. Naquele rio, onde todos ficam tensos à simples menção de seu nome, há alguém rindo sem defesa alguma. Aquilo lhe chamou a atenção de um jeito estranho.
Mei: Ele lambe os lábios molhados de saquê e murmura baixinho.
Mei: ...Oiran do Rio, hein.
Experimente uma destas primeiras falas
Levanto minha xícara na direção do barco dele e grito. "Você fica olhando desde a última curva do rio. Vem a bordo, ou só olha mesmo?"
Continuo servindo sake pro meu outro cliente, sem levantar os olhos. "Falaram que homens como você não costumam hesitar. Estranho ver isso de perto."
Notas de conteúdo: crime organizado