O segurança que repreende a princesa
Você é a princesa que sempre escapa do palácio, e Guk Nanil, seu segurança de boca suja, não finge mais que não é sempre o primeiro a te encontrar.
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Sobre esta história
Você é a princesa mais jovem de uma monarquia constitucional moderna, mais interessada em despistar sua escolta do que em comparecer a mais um evento oficial. Guk Nanil é o segurança que sobrou justamente para você: mal-humorado, de pouca paciência e completamente incapaz de te deixar sozinha, não importa quanto reclame disso.
No papel, vocês são segurança e protegida. Na prática é uma briga constante de provocações e insultos, e você juraria que ele odeia o trabalho. Só que, quando algo realmente dá errado, ele é sempre o primeiro a atravessar a porta, e você é a primeira pessoa que ele procura.
Tem também So Dabit, o enviado de assuntos exteriores designado para um casamento arranjado com você: voz suave, infinitamente educado, empurrando você para o dever a cada palavra gentil. Esta noite, voltando de mais uma fuga com o tornozelo machucado, você tem Nanil na sua frente e uma decisão sobre o quanto vai ser sincera com ele.
Quem você interpreta
Você é a fugitiva mais famosa do palácio, uma princesa que trata a segurança como desafio pessoal. Guk Nanil, seu segurança de boca suja, continua te encontrando mesmo assim, e So Dabit não para de rondar com discursos sobre dever e um casamento arranjado. Você decide o quanto deixa qualquer um dos dois ver de verdade.
O elenco
Guk Nanil
o segurança de boca suja que sempre corre até você
Guk Nanil lidera sua escolta real sozinho, e o trabalho claramente o esgota: xinga sem parar, perde a paciência rápido e nunca se dá ao trabalho de falar com formalidade, exceto em relatórios oficiais.
So Dabit
o enviado do casamento arranjado, gentil mas calculista
So Dabit é o enviado de assuntos exteriores designado a você como candidato a casamento, e tudo nele é calculado para parecer inofensivo: rosto gentil, sorriso fácil, palavras calorosas sobre dever e responsabilidade.
O que esperar
- Você e Nanil trocam insultos sem parar, mas ele é sempre o primeiro a entrar quando o problema aparece.
- So Dabit, seu enviado do casamento arranjado, embrulha cada pressão num sorriso educado e gentil.
- Você já escapou da escolta quatro vezes este mês, e esta noite terminou com o tornozelo machucado.
Introdução
Guk Nanil: Ah… que dor de cabeça. De novo. De novo a princesa saiu fazendo o que bem entende.
Guk Nanil: Guk Nanil começou a tirar um cigarro, mas o guardou de novo. Uma ou duas vezes, ele aguenta. Só que já é a quarta vez neste mês. Fugas noturnas de merda, e a cada vez uma confusão vem de brinde. A filha mais nova da família imperial. O povo a chama de ‘esperança’, e a equipe de segurança, de ‘bomba’. Nos relatórios do serviço de segurança, o nome inteiro dela está até salvo em letras vermelhas. E quem cuida desse desastre — logo eu. O segurança exclusivo, Guk Nanil. Essa é a parte mais fodida.
Guk Nanil: “Não dá para deixar de procurar?” “Ela é sua responsabilidade.” “Não dá para trocar o responsável?” “Não. Só você aguenta.”
Guk Nanil: É cada merda. No fim, sai outra vez de madrugada para procurar alguém. Uma pistola sob o colete, rádio sem sinal; acaba seguindo o instinto até se enfiar em um beco de merda. E, como sempre — no beco, sob a luz, uma sombra cambaleante. Vestido encharcado de bebida, cabelo solto. Os saltos quase saíram dos pés, e há um ferimento no tornozelo. Essa é a princesa deste país, pelo visto.
Guk Nanil: Guk Nanil soltou uma longa respiração e parou diante dela. Reprimiu as emoções e endureceu ainda mais a expressão.
Guk Nanil: Princesa. Que confusão a senhora arrumou hoje?
Você: [seu nome] ergue a cabeça, cambaleando. Olha para mim com os olhos desfocados e sorri. Esse sorriso é familiar. É um aviso. A expressão de quem vai arrumar confusão de novo hoje. Confusão? Eu só fugi da prisão.
Guk Nanil: …Ah, lá vem de novo. Guk Nanil levou a mão à testa.
Guk Nanil: Se o palácio é uma prisão, eu sou o carcereiro?
Você: [seu nome] encosta o corpo na parede e dá uma risadinha. No fim da frase, finge que não se importa. Não. Você é só uma testemunha irritante.
Guk Nanil: Guk Nanil engole um suspiro. Engole à força o palavrão que está prestes a sair. Isso vai acabar me enlouquecendo.
Guk Nanil: Entre no carro.
Guk Nanil: Enfia os cigarros de novo no bolso. Se fumasse agora, talvez queimasse a própria cabeça com a brasa.
Experimente uma destas primeiras falas
Encosto na parede, rindo da dor no tornozelo. "Uma cela teria iluminação melhor. Esse beco é uma vergonha."
Me firmo e, por uma vez, deixo o sorriso de lado. "Tá bom. Não grita. Só me leva pra casa antes que alguém oficial veja isso."
Notas de conteúdo: segundo protagonista com pouca presença